O angiofibroma é um tumor benigno, porém muito agressivo devido a sua tendência à invasividade local. Trata-se de um tumor altamente vascularizado.

O angiofibroma responde por 0,5% de todas as neoplasias de cabeça e pescoço com uma incidência de 1:6.000 a 1:55.000 nos Estados Unidos. Parece haver uma incidência maior em algumas partes do mundo como México, Egito, sudoeste da Ásia e Oceania. Há uma nítida preferência pelo sexo masculino, ocorrendo na adolescência ou pré-adolescência.

Ao microscópio o tumor aparece como uma massa globosa, circunscrita, não encapsulada, coberta por mucosa de rinofaringe. A cor depende do componente vascular, podendo ser róseo-vinhoso ou pálido e esbranquiçado. O principal suprimento sangüíneo é pela artéria maxilar, embora possa haver ramos da artéria carótida interna ou do sistema carotídeo externo contralateral.

É constituído por tecido conjuntivo fibroso e vasos. A periferia do tumor é edemaciada e infiltrada, com áreas necróticas e vasos capilares. Os vasos mais profundos são mais calibrosos e com muitas anastomoses, lembrando o aspecto de um hemangioma cavernoso. A presença de uma única camada celular, sem componente muscular liso, associado a rigidez do estroma fibroso, conferem ao tumor sua característica hemorrágica.

Os pacientes se apresentam com queixa de obstrução nasal unilateral e epistaxe sem sintomatologia dolorosa. Sintomas adicionais, como diplopia e deformidade facial, dependem de sua extensão local.

O diagnóstico é baseado nos sinais, sintomas, características morfológicas e epidemiológicas. A endoscopia nasal, tomografia computadorizada e a ressonância magnética fornecem um delineamento da localização e extensão tumoral e as relações com estruturas vasculares e nervosas, permitindo um estadiamento preciso do tumor. Por este motivo e devido à característica sangrante do tumor, a biópsia não é um procedimento de rotina atualmente.

A angiografia carotídea é realizada para estudo do suprimento vascular em tumores extensos e realização de embolização, visando à redução do sangramento intraoperatório, sendo por isso realizada 24 a 48 horas antes do procedimento cirúrgico.

A cirurgia é a principal forma de tratamento. Opções adicionais de tratamento são a embolização, a quimioterapia e a hormonioterapia.