Tumores naso–sinusais e doenças da base do crânio

Os tumores malignos naso-sinusais são raros, correspondendo a menos de 3% dos cânceres de cabeça e pescoço e a 0,8% de todos os cânceres humanos.

Aproximadamente 55% originam-se dos seios maxilares, 35% da cavidade nasal, 9% dos seios etmoidais e 1% dos seios frontais e esfenoidais2. Nos EUA, a incidência de tumores de cavidade nasal é de menos de 1 caso em 100 mil pessoas por ano. Com exceção de tumores não-epiteliais, o câncer nasossinusal é uma patologia de adultos, sendo mais frequente em homens após a 5a década de vida.

Os tumores dessa região apresentam-se geralmente com sintomas inespecíficos e comuns a patologias inflamatórias:

  • Obstrução nasal (61,2%)
  • Epistaxe (40,8%)
  • Algia facial (39,2%)
  • Infecção local (23,9%)

Esse fato, aliado à baixa incidência dessas lesões e, muitas vezes, à dificuldade do diagnóstico histopatológico, contribuem para o retardo do diagnóstico e do tratamento na maioria dos casos.

Os tumores da cavidade nasal são divididos entre lesões benignas e malignas; papiloma invertido é o tumor benigno mais comum e o carcinoma espinocelular é o tumor maligno mais comum.

A análise de sobrevivência destes tumores está defitária devido:

  • eles não são freqüentes, o que exige longos períodos de tempo para as instituições coletarem dados suficientes para estudar
  • há muitos diferentes tipos histologicos de tumores que são encontrados dentro da cavidade nasal e seios paranasais
  • há falta de preparo de uma sistematica universalmente aceita para tumores malignos da cavidade nasal

Os avanços nas técnicas de cirúrgicas endoscópicas abriram novas abordagens cirúrgicas para tratamento primário e adjuvante de lesões tanto benignas e malignas.