Cisto Sebáceo

O cisto sebáceo (conhecido como cisto epidérmico) caracteriza-se como um nódulo de tamanho variável, único ou múltiplo, de coloração da pele normal, esbranquiçados ou amarelados. A consistência pode ser dura, elástica, às vezes, com flutuação quando inflamado. Em alguns cistos observam-se um ponto central representando uma obstrução da unidade pilosebáceo que, à expressão elimina um material esbranquiçado (queratina). Esses cistos são benignos e podem aparecer em qualquer região do corpo, sendo mais comuns na face.

Os cistos sebáceos não apresentam sintomas, exceto quando se inflamam podem tornar-se dolorosos e avermelhados.

A maioria dos cistos não causam problemas mais graves e nem precisam de tratamento. Recomenda-se procurar um médico se ocorrer uma das seguintes alterações:

  • Crescimento rápido
  • Romper-se com liberação de material amarelado
  • Tornar-se inflamado e doloroso
  • Por questões estéticas

O médico pode fazer o diagnóstico pelo exame clínico do paciente, através da palpação. O diagnóstico pode ser confirmado pelo exame histopatológico.

Tratamento

O tratamento definitivo é cirúrgico com anestesia local para a retirada do cisto e da cápsula, e sutura. A recidiva pode acontecer se a cápsula não for retirada por completo. Se ocorrer inflamação e dor a drenagem é indicada. Quando apresentar infecção bacteriana a antibióticoterapia pode ser indicada.

Os cistos tem crescimento lento, assintomático, não sendo possível diminuir a sua progressão, mas pode-se ajudar a prevenir a formação de cicatrizes e infecções adotando algumas medidas simples:

  • Não espremer o cisto
  • Colocar compressa quente quando inflamado pode ajudar a diminuir a dor   e a eliminar o material purulento.

Pequenos Tumores Faciais

São formações de tecido localizadas nas diversas camadas da pele ou nos seus anexos, com velocidade de crescimento variável e de comportamento biológico benigno ou maligno. Dependendo do tipo de tumor, o crescimento pode ser limitado ou invadir os tecidos vizinhos.

Exérese é um procedimento cirúrgico de remoção de uma lesão por meio do corte da pele ao redor desta lesão, permitindo sua retirada. É usada tanto para remoção de lesões benignas quanto malignas.

Em casos de câncer de pele, além da lesão, é removido um pedaço de pele normal ao redor da lesão, chamado margem de segurança. A largura desta margem de pele normal removida depende de fatores como o tipo de câncer de pele, tamanho do tumor e sua profundidade.

A exérese cirúrgica é sempre a primeira opção para a retirada do tumor, podendo depois ser combinada com outros tratamentos, como a radioterapia ou pomadas imunomoduladoras.

A excisão cirúrgica simples é indicada para remover o câncer de pele que tem margens bem delimitadas. Lesões mal delimitadas podem requerer procedimentos cirúrgicos mais sofisticados.

As contraindicações para a excisão cirúrgica de um câncer de pele são as mesmas que para qualquer outro procedimento cirúrgico de mesmo porte. Para lesões pequenas, a cirurgia costuma ser feita com anestesia local, em ambiente ambulatorial, e as contra indicações seriam apenas doenças graves de coagulação, uso de anticoagulantes e alergia aos anestésicos locais. Casos de doenças sistêmicas graves, uso de marca passo e idade avançada devem ser avaliados individualmente.