As fraturas nasais são um dos atendimentos mais frequentes realizados pelo otorrinolaringologista. Acometem mais o sexo masculino e a idade mais afetada estão entre os 20 e 30 anos.

Entre as causas mais frequentes dessa afecção se encontram a violência (agressões), as atividades físicas, quedas, acidente de carro, acidente de motocicleta, impacto não relacionado à queda, acidente de trabalho e etiologia inespecífica.

Devido a sua posição proeminente na face, o nariz está mais propenso a traumas, sendo o tipo mais frequente.
Na suspeita de fratura nasal, deve-se sempre questionar sobre a história de epistaxe (sangramento), obstrução nasal, mudança da aparência nasal e dor, pois, quando presentes, são dados que ajudam a confirmar o diagnóstico.

A palpação de forma delicada, bimanualmente, para verificar estabilidade nasal, uma vez que os achados de deslocamento nasal, depressão óssea e mobilidade (crepitação), confirmam o diagnóstico de fratura nasal.A palpação pode ser prejudicada na presença de edema importante.

Em crianças, quanto menor a idade mais difícil o diagnóstico devido ao edema precoce.

O diagnóstico das fraturas nasais é fundamentalmente clínico. A pesquisa radiológica é feita com incidência em perfil para visualização do osso próprio do nariz e de Waters para avaliação do septo ósseo, pirâmide dorsal e paredes nasais laterais. Radiografias convencionais geralmente não são de grande valia na avaliação de fraturas nasais.

A tomografia computadorizada é um exame preciso, no entanto devido ao elevado custo, exposição à radiação e à falta de impacto no manejo do trauma, não deve ser rotineiramente empregada, a menos que se suspeite de fraturas associadas.

Muitas fraturas dos ossos do nariz como do septo nasal passam despercebidas no primeiro atendimento ao paciente traumatizado, necessitando de procedimento cirúrgico posteriormente (Septoplastia), para correção da obstrução nasal ou da estética nasal (Rinoplastia).Em todo sangramento nasal severo proveniente de trauma facial deve-se suspeitar de fratura nasal.

Os tipos de fraturas nasais e suas seqüelas dependem de alguns fatores:

  • Idade do paciente (flexibilidade das estruturas)
  • Intensidade e direção da força aplicada
  • Natureza do instrumento causador do trauma

Lesões comuns de tecidos moles incluem laceração, equimoses e hematomas do nariz externo, assim como interno.
Lesões ósseas correspondem a fraturas:

  • Cominutiva (mais comum em pacientes idosos)
  • Desvios (mais comum em crianças)
  • Fraturas-desvios

Os impactos laterais provocam mais fraturas que os frontais.

Tratamento

A maioria dos autores considera que a correção (redução) da fratura nasal deve ser feita dentro dos primeiros dias após o trauma (se possível até 7 dias). A partir deste período a consolidação espontânea torna a redução difícil.

Assim o tratamento deve ser sempre de imediato para obter-se os melhores resultados, quando o tratamento passa a ser tardio, os resultados estéticos, funcionais e também anatômicos podem deixar a desejar, sendo mais difícil para o cirurgião obter bons resultados, visto que a remodelação óssea e cicatrizes podem comprometer os resultados.

A cirurgia sempre é realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral.