As perfurações timpânicas podem ser causadas por infecções intensas ou por traumas locais e causam redução da audição em diversos graus e facilitam a contaminação do ouvido médio, levando à drenagem de secreção pelo conduto.

A timpanoplastia é a cirurgia realizada para corrigir uma perfuração timpânica através do uso de um enxerto feito geralmente de fáscia do músculo temporal. Quando existe uma interrupção da cadeia ossicular, faz-se esta correção usando também cartilagem, osso ou material sintético, no mesmo tempo cirúrgico ou em segundo tempo.

Procura-se assim tratar o problema crônico drenando pelo ouvido e a deficiência auditiva, sabendo-se que vários fatores podem impedir que o resultado final seja o esperado e desejado.

Após a cirurgia poderá ocorrer:

  • Infecção: infecção no ouvido, com drenagem de secreção, inchaço e dor, pode persistir após a cirurgia, levar a perda da enxertia e exigir nova intervenção cirúrgica para corrigir o problema.
  • Perda de Audição: em pequena parte dos pacientes operados a audição poderá diminuir por problemas cicatriciais. Raramente esta perda poderá ser severa.
  • Perfuração Timpânica Residual ou Rescidivante: em alguns casos poderá ocorrer a não pega do enxerto, ou ele poderá necrosar (ser perdido) posteriormente. Neste caso uma segunda cirurgia é indicada para corrigir este defeito.
  • Zumbido: pode surgir ou piorar, e é de difícil tratamento.
  • Tontura: poderá ocorrer após a cirurgia, por irritação das estruturas do ouvido interno. Em alguns casos, poderá persistir por uma semana.
  • Distúrbios no Paladar: pode ocorrer e durar por algumas semanas.
  • Hematoma: são raros, podem exigir drenagem cirúrgica.
  • Paralisia Facial: é rara e pode ocorrer temporariamente, pela exposição ou edema do Nervo Facial.